São pensamentos soltos, traduzidos em palavras pra que você possa entender, o que eu também não entendo.

Queixas Noturnas, por Augusto dos Anjos.

Para todos aqueles que me perguntam o porquê do nome Queixas Noturnas, está aí, um dos meus poetas favoritos, o qual a crítica procurava de todos os modos descobrir as causas de suas 'anomalias psiquícas'. Difícil tarefa é essa de querer conhecer a alma dos nossos semelhantes, quando, na verdade, não conhecemos sequer a nossa. Suas obras mostram uma sinceridade inantingível por outras poetas. Aquele, que passava uma imagem de desajustado quando criança, nasceu poeta. Um adolescente que já aos 16 anos se conformava que teria nascido afeito às mágoas e ao tormento.  Seus poemas mostram uma preocupação indagativa de penetrar a coisa em si, ir mais além, além do profundo já existente. Não sofre apenas a sua dor, mas “a solidariedade subjetiva de todas as espécies sofredoras”. E assim continua, sempre desiludido... a ponto de mostrar seu nojo à natureza humana. E no fim, sente-se vencido diante do seu martírio e do martírio das criaturas. Nesse estado de alma, entrega-se ao sacrifício, chamando a si mesmo, o sofrimento de toda a humanidade.

QUEIXAS NOTURNAS


Quem foi que viu a minha Dor chorando?!
Saio. Minh’alma sai agoniada.
Andam monstros sombrios pela estrada
E pela estrada, entre estes monstros, ando!

Não trago sobre a túnica fingida
As insígnias medonhas do infeliz
Como os falsos mendigos de Paris
Na atra rua de Santa Margarida.

O quadro de aflições que me consomem
O próprio Pedro Américo não pinta...
Para pintá-lo, era preciso a tinta
Feita de todos os tormentos do homem!

Augusto dos Anjos

0 comentários:

Postar um comentário

Amar não é ter que ter sempre certeza. É aceitar que ninguém é perfeito prá ninguém. É poder ser você mesmo, e não precisar fingir. É tentar esquecer e não conseguir fugir.Já pensei em te largar, já olhei tantas vezes pro lado.Mas quando penso em alguém, é por você que fecho os olhos. Sei que nunca fui perfeito, mas com você eu posso ser até eu mesmo, que você vai entender... Posso brincar de descobrir desenho em nuvens. Posso contar meus pesadelos e até minhas coisas fúteis. Posso tirar a tua roupa, posso fazer o que eu quiser. Posso perder o juízo, mas com você eu tô tranquilo, tranquilo... Agora o que vamos fazer, eu também não sei. Afinal, será que amar é mesmo tudo? Se isso não é amor. O que mais pode ser?
Tô aprendendo também...